A sessão ordinária da Câmara Municipal de Mariana desta segunda-feira (4) foi marcada pela cobrança de servidores pelo pagamento do quinquênio — adicional por tempo de serviço — e pela pressão por uma resposta do Executivo.
Educadores da rede municipal ocuparam a tribuna livre para expor a falta de retorno a um requerimento protocolado em fevereiro, que solicita o levantamento dos beneficiários e a definição de um cronograma para regularização dos valores.
Dados do IPREV Mariana indicam que cerca de 1.200 servidores aguardam o pagamento. O impacto financeiro estimado, considerando valores retroativos, pode chegar a R$ 2 milhões.
Ao falar na sessão, a professora Sarah Quirino afirmou que a reivindicação não se restringe à educação e atinge diferentes setores da administração. Segundo ela, a ausência de encaminhamento tem ampliado a insatisfação entre os servidores.
No Legislativo, vereadores indicaram disposição para intermediar o diálogo. Fernando Sampaio afirmou ter buscado contato com o prefeito para viabilizar uma reunião, enquanto Marcelo Macedo defendeu que o tema seja tratado como prioridade na elaboração orçamentária.
A situação também envolve servidores de autarquias municipais, como o SAAE, e deve ampliar o alcance da mobilização.

Sem manifestação oficial até o momento, a categoria afirma que pretende manter a pressão até a apresentação de uma posição formal por parte da prefeitura.



