A cerimônia do 21 de abril em Ouro Preto foi marcada por um embate público entre o prefeito Angelo Oswaldo e o governador em exercício Mateus Simões, após divergências expostas durante os discursos oficiais.

O episódio teve início quando o prefeito criticou a adoção de escolas cívico-militares e defendeu um modelo de educação baseado na pedagogia. A fala foi interpretada pelo governador como uma crítica às Forças Armadas, o que motivou reação durante a solenidade.
Ao comentar o episódio, Angelo Oswaldo afirmou que sua manifestação se restringiu ao campo educacional e negou ter feito qualquer ataque aos militares. Segundo ele, a reação do governador desviou o foco do evento e rompeu o tom institucional esperado para a cerimônia.
O prefeito também criticou o modelo cívico-militar e afirmou que a proposta não dialoga com a tradição educacional do estado. “Não queremos escolas cívico-militares, mas uma educação comprometida com o civismo e a formação”, disse.
Ainda segundo Angelo Oswaldo, houve desrespeito na condução da solenidade. Ele afirmou que a postura do governador gerou constrangimento entre os presentes, incluindo militares homenageados durante o ato.
O confronto expõe uma divergência mais ampla sobre o papel do Estado na formulação de políticas públicas. A defesa de referências militares na gestão educacional contrasta com a ênfase em modelos de condução civil da educação.

A troca de críticas interrompeu o padrão protocolar do evento, tradicionalmente marcado por discursos formais, e levou ao centro da cerimônia um debate que tem ganhado espaço na política estadual.



