Justiça inglesa mantém responsabilidade da BHP por Mariana

A Justiça britânica rejeitou, nesta segunda-feira (19), o recurso da mineradora BHP Billiton e manteve a decisão que responsabiliza a empresa pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em 2015. Com a sentença, a Corte de Londres confirma a derrota jurídica da mineradora em solo internacional e abre caminho para o cálculo de indenizações que podem atingir R$ 260 bilhões.

Decisão histórica e custos imediatos

A negativa do recurso valida a sentença proferida em novembro de 2025. Além de manter a responsabilidade sobre o desastre, o tribunal determinou que a BHP pague, de imediato, cerca de R$ 309 milhões em custas processuais referentes à primeira fase do julgamento. A mineradora deverá arcar com 90% das despesas dos advogados que representam as vítimas.

Para o escritório Pogust Goodhead, que representa mais de 620 mil atingidos, entre pessoas físicas, empresas e municípios, a decisão é um marco. É a primeira vez que uma das grandes mineradoras envolvidas no caso é oficialmente responsabilizada por uma corte internacional.

Com o encerramento desta etapa, o tribunal já reservou datas no cronograma jurídico para a Fase 2, prevista para começar em outubro de 2026.

Nesta nova fase, os juízes decidirão questões técnicas fundamentais:

  • Quem tem direito a receber os valores.

  • O nexo de causalidade entre o dano e o rompimento.

  • O cálculo dos valores individuais das indenizações.

Impacto nos acordos no Brasil

A manutenção da condenação em Londres enfraquece a tese defendida pela BHP de que o acordo de R$ 170 bilhões, assinado recentemente no Brasil, seria suficiente para encerrar as disputas judiciais no exterior. A jurisdição inglesa foi mantida pelo fato de a empresa possuir listagem na Bolsa de Valores de Londres à época do desastre.

O processo segue como a maior ação coletiva do mundo relacionada a desastres ambientais, buscando reparação para atingidos de Mariana, Ouro Preto e diversas cidades ao longo da bacia do Rio Doce.


CRONOGRAMA DO PROCESSO (RESUMO)

  • 19 de janeiro de 2026: Recurso da BHP é negado e responsabilidade é mantida.

  • Pagamento de Custas: R$ 309 milhões a serem quitados pela mineradora nesta fase.

  • Outubro de 2026: Início da Fase 2 (definição de valores e beneficiários).

  • Estimativa Total: Indenizações podem somar R$ 260 bilhões ao final do processo.

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