Representantes da Câmara Municipal, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Arquidiocese, da Prefeitura de Mariana e de outras instituições realizaram nesta quarta-feira (10) a primeira vistoria técnica para o estudo de uma rota acessível no Centro Histórico da cidade.

A iniciativa busca identificar barreiras à circulação e levantar intervenções capazes de ampliar o acesso de pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida aos espaços públicos da área tombada.

O percurso analisado teve início no Centro de Convenções, seguiu até a Praça Tancredo Neves e retornou pela região da Ponte de Areia, passando pela sede da Prefeitura. Durante a caminhada, os participantes avaliaram calçadas, travessias, desníveis e outros pontos que podem dificultar a mobilidade.

O trabalho será desenvolvido por etapas. A proposta é dividir o Centro Histórico em diferentes trechos para permitir um diagnóstico detalhado das condições de acessibilidade e das adaptações consideradas compatíveis com a preservação do patrimônio.

Ao final das visitas, será elaborado um levantamento técnico com os principais obstáculos identificados e as intervenções consideradas necessárias para a implantação da rota.
A discussão sobre acessibilidade em cidades históricas tem ganhado espaço nos últimos anos. Em áreas protegidas por legislação patrimonial, adaptações como rampas, pisos táteis e sinalização acessível costumam exigir diálogo entre órgãos de preservação e gestores públicos para conciliar mobilidade e conservação do patrimônio urbano.
Em Mariana, a proposta é criar um percurso capaz de conectar pontos estratégicos do Centro Histórico, ampliando as condições de circulação para moradores e visitantes sem comprometer características arquitetônicas e urbanísticas que integram a identidade da cidade.




