Menos de 10% do óleo de cozinha usado no Brasil é reciclado. Pesquisas nacionais apontam que cerca de 1 bilhão de litros do produto são descartados de forma inadequada todos os anos, apesar dos impactos ambientais associados a esse resíduo.

Em Mariana, a CAMAR passou a receber óleo de cozinha usado por meio da campanha Óleo Circular, desenvolvida em parceria com a Prefeitura. A iniciativa busca oferecer uma alternativa ao descarte inadequado do material e inserir o resíduo em uma cadeia de reaproveitamento.
O problema começa dentro de casa. Despejado em pias, ralos ou diretamente no solo, o óleo pode provocar entupimentos na rede de esgoto, dificultar o tratamento de efluentes e contaminar recursos hídricos. Estimativas indicam que um único litro descartado incorretamente tem potencial para contaminar até 25 mil litros de água.
Levantamentos sobre o tema mostram que os brasileiros consomem cerca de 4,7 bilhões de litros de óleo de cozinha por ano. Desse volume, mais de 1 bilhão de litros poderia ser encaminhado para reciclagem ou reaproveitamento, mas apenas uma pequena parcela recebe destinação adequada.
Além dos impactos ambientais, o descarte incorreto também gera custos para os sistemas de saneamento e pode contribuir para obstruções na rede de esgoto. A prática é proibida pela legislação ambiental brasileira, que estabelece regras para a destinação adequada de resíduos.
Com a coleta, a CAMAR passa a incorporar um novo material ao trabalho realizado pelos catadores do município. A proposta da campanha é transformar um resíduo frequentemente descartado de forma irregular em matéria-prima para reaproveitamento, reduzindo danos ambientais e fortalecendo a cadeia local de reciclagem.





