O barroco, frequentemente associado à contemplação silenciosa de igrejas e acervos históricos, ganha contornos mais experimentais no novo programa educativo do Museu Boulieu, lançado para 2026 em Ouro Preto.

A instituição apresentou um cardápio com 16 oficinas voltadas a diferentes faixas etárias, em propostas que atravessam arte, memória, ancestralidade, práticas manuais e leitura crítica do patrimônio cultural.

Mais do que visitas guiadas tradicionais, o programa aposta na participação direta do público como forma de aproximação com o acervo do museu e com diferentes interpretações do barroco brasileiro.

Entre as novidades estão “Desdobrando o Boulieu”, oficina inspirada no origami e na relação entre arte e natureza; “(Re)Construindo Memórias”, atividade que propõe revisões de narrativas históricas a partir de intervenções artísticas; e “Spectro! O segredo do Capitão”, experiência baseada em jogos de cartas e tabuleiro voltada à criação de histórias e interpretação simbólica das obras.

O programa mantém também oficinas já desenvolvidas em edições anteriores, ligadas a temas como fé, cartografia, cerâmica, encadernação, memória coletiva e saberes tradicionais.
Nos últimos anos, museus brasileiros passaram a investir em ações educativas como forma de ampliar a permanência e o vínculo do público com os espaços culturais, especialmente entre estudantes e visitantes mais jovens.
No caso do Museu Boulieu, a proposta parte da ideia de que o patrimônio histórico pode funcionar não apenas como objeto de preservação, mas como ferramenta de experiência, criação e debate contemporâneo.
As oficinas e visitas mediadas acontecem ao longo do ano mediante agendamento prévio pelo setor educativo da instituição.




