Subir ao palco, aprender novos repertórios e cantar diante do público fazem parte da rotina dos integrantes do Coral Recriavida. Nesta semana, o trabalho do grupo recebeu a Comenda de Mérito Cultural da FLIMARI. A homenagem ganha um significado particular nesta quinta-feira (1º), Dia Internacional das Pessoas Idosas, ao colocar em evidência a participação de pessoas idosas na vida cultural da cidade.

Sob a regência do maestro Pedro Chaves, o coral reúne pessoas idosas em torno da música e mantém uma agenda de apresentações dentro e fora de Mariana. Em agosto, o grupo esteve no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Para Pedro Chaves, a experiência do Recriavida contraria a associação entre envelhecimento e afastamento da vida social.

“Envelhecer não retira de ninguém a capacidade de aprender, criar e participar. O que vemos no coral são pessoas assumindo novos desafios, construindo vínculos e produzindo cultura. Essa homenagem tem um significado especial porque reconhece não a idade dos nossos integrantes, mas aquilo que eles continuam realizando”, afirma.

Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional das Pessoas Idosas foi instituído pelas Nações Unidas para chamar atenção para questões relacionadas ao envelhecimento e aos direitos dessa parcela da população.

No Recriavida, essa participação não fica restrita às apresentações. O convívio, o aprendizado e a circulação por diferentes espaços fazem do coral também uma experiência de participação social para seus integrantes.
A Comenda de Mérito Cultural reconheceu essa trajetória. No Dia do Idoso, a homenagem ganha um significado que vai além do coral: não celebrar pessoas idosas apenas por terem chegado até aqui, mas reconhecer aquilo que continuam construindo.






