Nem toda memória está nos arquivos. Parte dela se mantém viva em práticas, relatos e experiências que atravessam gerações, muitas vezes fora dos registros oficiais. É nesse campo que atua o projeto “Mariana por quem a faz”, desenvolvido pelo setor educativo do Museu de Mariana.
Nos dias 12 e 13 de março, a iniciativa reuniu participantes do programa Recria Vida em encontros voltados ao resgate de vivências ligadas aos distritos do município. A proposta é deslocar o eixo tradicional da narrativa institucional e abrir espaço para que a cidade seja interpretada a partir de quem a vive no cotidiano.

As atividades foram conduzidas por meio de Círculos de Construção de Paz, metodologia baseada na escuta e no compartilhamento de experiências. Nesse formato, memórias individuais passam a integrar uma construção coletiva, ampliando o repertório de referências culturais reconhecidas.
A programação incluiu uma oficina voltada à produção de peças inspiradas em técnicas tradicionais de trabalho com barro, prática ainda presente em ateliês domésticos e transmitida entre gerações.
Ao articular memória, território e experiência, o projeto propõe uma ampliação da narrativa cultural, incorporando sujeitos e práticas que historicamente permanecem à margem dos registros formais.





