A abertura da 24ª Semana Nacional de Museus, em Mariana, levou ao Museu de Mariana uma exposição dedicada às mulheres africanas e afrodescendentes ligadas às tradições do Rosário e às culturas de matriz africana.

Inaugurada na terça-feira (19), a mostra Sacerdotisas e Rainhas do Rosário: mulheres africanas ancestrais reúne bordados produzidos pela Academia Mineira de Bordado, vinculada ao Movimento Renovador de Mariana.
Os trabalhos foram inspirados no livro Sacerdotisas voduns e rainhas do Rosário, dos pesquisadores Aldair Rodrigues e Moacir Maia, publicado pela Chão Editora, e nas ilustrações de Marcial Ávila.
A exposição transforma referências históricas e iconográficas em peças bordadas que atravessam religiosidade, memória e presença africana na formação cultural mineira.
Durante a abertura, pesquisadores, artistas e integrantes da Academia Mineira de Bordado participaram de uma roda de conversa sobre o processo de construção da mostra, discutindo as relações entre pesquisa histórica, desenho e arte manual.
A programação também teve apresentações do Coletivo Rosa Negra e da Guarda de Congo Nossa Senhora do Rosário e São Sebastião.

Ao reunir bordado, pesquisa histórica e manifestações do congado, a exposição propõe uma leitura da memória de Mariana a partir de personagens e tradições que raramente ocupam espaço central nas narrativas oficiais sobre a cidade colonial.




