Mulheres da comunidade quilombola de Campinas, em Mariana, produziram neste ano peças de Nossa Senhora Aparecida e janelas em cerâmica de alta temperatura. Os trabalhos fazem parte de um projeto da artista plástica e ceramista Andréia Donadon desenvolvido na comunidade desde 2023.

A iniciativa começou com atividades de arte têxtil destinadas à montagem de um memorial construído pela própria comunidade. Depois, o projeto passou a trabalhar com cerâmica fria. A produção em alta temperatura é a etapa mais recente desse percurso.

As atividades reúnem mulheres da comunidade, estudantes e integrantes da equipe do projeto. Segundo Andréia, a experiência também modificou a relação dos participantes com as técnicas e os materiais utilizados ao longo do trabalho.

“Aprendemos muito; a equipe, eu, as mulheres e os alunos. Todo mundo na sintonia do barro, no milagre do barro”, diz.

Ceramista, professora, escritora e artista plástica, Andréia manteve as atividades em Campinas após a conclusão do trabalho inicialmente relacionado ao memorial. Desde então, o projeto incorporou novas técnicas e passou da arte têxtil à produção de cerâmica em alta temperatura.






