Há cerca de 12 anos, a vice-prefeita de Mariana, Sônia Azzi, recebeu o diagnóstico de câncer de mama. A experiência, marcada pelo medo e pelas incertezas diante da doença, foi lembrada por ela neste Outubro Rosa, em uma mensagem dirigida especialmente às mulheres.

“Eu sei, como mulher, o que é receber essa notícia, sentir medo, ter dúvidas e precisar encontrar forças para seguir em frente”, afirmou nas redes sociais. No depoimento, Sônia também defendeu consultas regulares e atenção à própria saúde.
O alerta ganha dimensão diante dos números da doença no país. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028. Em Minas Gerais, a estimativa é de 8.430 diagnósticos anuais. Excluídos os tumores de pele não melanoma, é o câncer mais frequente entre as mulheres.
Identificar a doença em estágios iniciais aumenta as possibilidades de tratamento. Em Mariana, a Prefeitura busca reduzir a espera por exames com carretas de saúde que realizam mamografias e ultrassonografias para pacientes da rede municipal.
O município também prevê a aquisição de um mamógrafo próprio para atendimento pelo SUS, com investimento estimado em R$ 1,49 milhão. O equipamento deverá permitir a realização de exames na cidade, diminuindo a necessidade de deslocamento a outros municípios.
Outra medida é a oferta de procedimentos mamários no Hospital Monsenhor Horta, após a contratação de um médico especialista. A iniciativa prevê atender 45 mulheres que aguardam na fila, incluindo casos que necessitam de biópsias, retirada de nódulos e outras intervenções cirúrgicas.
As medidas abrangem etapas distintas do cuidado, do rastreamento à investigação de alterações e ao atendimento especializado.
O Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Entre 40 e 49 anos, o exame também pode ser feito pelo SUS. Alterações suspeitas exigem avaliação médica independentemente da idade.
Para Sônia, a experiência com a doença dá ao Outubro Rosa um significado pessoal. Seu depoimento lembra que o diagnóstico precoce depende não só da atenção aos sinais, mas também do acesso a exames e tratamento em tempo adequado.






