Mais de 600 escolas públicas da Bacia do Rio Doce deverão receber sistemas de climatização e energia solar com recursos do acordo de reparação pelo rompimento da barragem de Fundão. O projeto prevê investimento de cerca de R$ 100 milhões e deve alcançar aproximadamente 100 mil estudantes e profissionais da educação em Minas Gerais e no Espírito Santo.

O acordo de cooperação técnica para a execução do projeto foi assinado em Mariana pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e pelo prefeito Juliano Duarte, presidente do Consórcio Público para Defesa e Revitalização da Bacia do Rio Doce (Coridoce).
Chamado de Projeto Escolas Resilientes do Rio Doce (Perridoce), o programa prevê a instalação de aparelhos de ar-condicionado em mais de 3.000 salas de aula de 49 municípios da bacia, 38 mineiros e 11 capixabas.
A climatização é apenas uma das frentes. O projeto inclui sistemas fotovoltaicos, adequações na infraestrutura das escolas, instalação de cisternas e ações de educação e preparação para eventos climáticos.
A proposta foi concebida para adaptar as escolas da região às mudanças climáticas e aos efeitos associados ao desastre de Fundão. Documentos do Comitê do Rio Doce citam, entre os objetivos, preparar as unidades para ondas de calor, garantir acesso seguro à água e melhorar as condições de ensino e permanência dos estudantes.
Os sistemas de energia solar deverão somar capacidade estimada de 6,7 megawatts-pico e abastecer, entre outros equipamentos, os aparelhos utilizados na climatização.
A definição das escolas beneficiadas ainda dependerá de avaliação técnica. Entre os critérios previstos estão as temperaturas máximas registradas, a vulnerabilidade a ondas de calor, indicadores de aprendizagem e o nível socioeconômico das comunidades atendidas.
O Coridoce ficará responsável pela articulação com as prefeituras e pelo levantamento de informações sobre as condições das unidades escolares. O BNDES atuará na implementação do projeto e deverá selecionar duas fundações de apoio, uma em Minas Gerais e outra no Espírito Santo, para executar as ações.
O projeto integra o eixo de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação do novo acordo de reparação do Rio Doce. Em 2025, o Comitê do Rio Doce havia aprovado R$ 81 milhões para uma iniciativa denominada “Kit Escolas Resilientes”, sob responsabilidade do Ministério de Minas e Energia.
Ministro visita obras de restauração em Mariana
Na mesma agenda, Alexandre Silveira acompanhou obras de restauração do patrimônio histórico de Mariana financiadas pelo Novo PAC e executadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A visita passou pela Capela de Santana, pela Casa Capitular e pela Capela de Nossa Senhora Rainha dos Anjos da Arquiconfraria de São Francisco.

Mariana tem cerca de R$ 39 milhões destinados a nove intervenções do Novo PAC sob responsabilidade do Iphan. Segundo as informações divulgadas durante a agenda, quatro estão em execução e cinco em fase de licitação.






