Nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituído para reforçar a proteção legal à liberdade de crença e culto e chamar atenção para episódios de discriminação motivados por fé ou credo. A data remete ao falecimento da ialorixá Mãe Gilda de Ogum, símbolo da luta contra preconceitos religiosos no país.

Dados divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam que, ao longo de 2025, o canal Disque Direitos Humanos (Disque 100) recebeu 2.723 denúncias de violação à liberdade religiosa, consolidando um padrão de crescimento nos últimos anos e mantendo o tema na pauta pública. 
Os números confirmam que a intolerância religiosa segue sendo uma realidade em diversas regiões brasileiras. Entre os registros de 2025, São Paulo e Rio de Janeiro figuram entre os estados com maior volume de denúncias, seguidos por outras unidades da federação que também apresentaram crescimento nos registros. 
Em 2024, ainda conforme dados oficiais, o Disque 100 contabilizou 2.472 casos, um aumento de quase 67% em relação a 2023. Religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, continuam figurando entre os segmentos mais afetados nas estatísticas disponíveis. 
Especialistas em direitos humanos afirmam que o avanço nos números pode refletir tanto a intensificação de eventos discriminatórios quanto a ampliação do uso de canais oficiais de denúncia, resultado de maior divulgação e confiança no Disque 100. Ainda assim, ressaltam que a subnotificação permanece como desafio em muitas localidades.
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa tem o objetivo de estimular políticas públicas de enfrentamento ao preconceito, promover educação para o respeito inter-religioso e fortalecer instrumentos legais já existentes, como a Lei nº 7.716/1989, que tipifica a discriminação religiosa como crime. 




