Uma apresentação de MPB e seresta abriu nesta sexta-feira (7) a passagem do Coral Recriavida, de Mariana, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Formado por 55 integrantes, o grupo participou do projeto Intervalo Cultural, concedeu entrevista à Rádio TJ e, depois, acompanhou uma edição do programa Conhecendo o Judiciário voltada à população idosa.

A primeira atividade ocorreu no edifício-sede do tribunal, durante o horário de almoço. Sob a regência do maestro Pedro Chaves, o coral se apresentou para servidores e pessoas que circulavam pelo local.

Integrante e compositor do grupo, Milton Turíbio, de 80 anos, diz que a participação no coral mudou sua maneira de encarar o envelhecimento.

“Para mim, o coral representa um conceito de vida. A cada dia que participamos, nos sentimos mais renovados. O idoso, muitas vezes, pensa que a vida acabou porque a idade chegou, mas não. A vida continua e o coral traz essa perspectiva”, afirmou.

Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social de Mariana, o Recriavida mantém atividades de convivência e expressão cultural voltadas à população idosa. Segundo a coordenadora do Centro de Convivência, Débora Paiva de Souza, o coral também contribui para fortalecer os vínculos entre os participantes e a relação deles com a comunidade.

Depois da apresentação, os integrantes participaram do TJ Sênior, vertente do programa Conhecendo o Judiciário. No Auditório do Tribunal Pleno, assistiram a conteúdos sobre os Três Poderes e sobre o funcionamento da Justiça estadual.

A programação incluiu uma palestra da juíza Roberta Chaves Soares, do 4º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belo Horizonte. Ela falou sobre direitos da pessoa idosa e violência contra a mulher, além de abordar canais de denúncia e mecanismos de proteção às vítimas.
A atividade coincidiu com os 20 anos da Lei Maria da Penha e com o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. Durante o encontro, também foi exibida uma mensagem de Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história deu origem à legislação.

Para Rita de Oliveira e Silva, integrante do coral, a visita representou a primeira oportunidade de conhecer o Tribunal de Justiça. Ela destacou o aprendizado sobre as leis e sobre o trabalho desenvolvido por juízes e desembargadores.
A programação terminou com uma nova apresentação do Recriavida. Para o maestro Pedro Chaves, a passagem pelo TJMG reuniu diferentes experiências em um mesmo dia.
“Foi um dia muito especial para o nosso coral, com muita música, cultura e aprendizado”, afirmou.






