A secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIAP+, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Symmy Larrat, esteve em Mariana nesta quinta(28) para apresentar a política nacional voltada à promoção e defesa dos direitos da população LGBTQIAP+.

Segundo a secretária, o governo federal abriu um processo de adesão para integrar uma rede nacional de promoção de direitos, com o objetivo de fortalecer a implementação de políticas públicas nos territórios e ampliar a articulação entre diferentes esferas de governo.

Durante o encontro, Symmy Larrat afirmou que Minas Gerais está entre os estados com maior mobilização em torno da pauta, com municípios e projetos já habilitados para receber apoio e recursos destinados à implementação dessas políticas. A agenda no estado, segundo ela, busca conhecer experiências locais, pactuar ações e fortalecer iniciativas já desenvolvidas pelas redes de proteção e promoção de direitos.
A política nacional foi construída a partir de conferências, consultas públicas e processos participativos realizados em diferentes regiões do país. A proposta reúne ações voltadas a áreas como saúde, educação, segurança pública, assistência social, empregabilidade e enfrentamento à discriminação.
Como parte da apresentação, a secretária também divulgou resultados de uma pesquisa nacional desenvolvida com apoio do Banco Mundial para medir os impactos econômicos e fiscais da exclusão da população.
O levantamento ouviu mais de 11 mil pessoas em diferentes regiões do país e apontou que a discriminação, a informalidade, o desemprego e a desigualdade salarial produzem efeitos que vão além da esfera individual, refletindo na geração de renda, na arrecadação de tributos e na economia como um todo.
De acordo com os dados apresentados, mesmo entre pessoas com ensino superior e pós-graduação persistem diferenças de renda e oportunidades em relação a profissionais cisgêneros e heterossexuais. A pesquisa estima perdas econômicas equivalentes a 0,8% do PIB brasileiro.

O encontro reuniu representantes do poder público, movimentos sociais e integrantes da rede de promoção dos direitos humanos.




