Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) iniciaram greve nesta segunda-feira, 2 de março, após aprovação da paralisação em assembleia realizada no fim de fevereiro. A decisão foi tomada por maioria dos participantes.
O movimento ocorre em meio a divergências sobre o cumprimento do acordo firmado em 2024 entre a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA) e o governo federal. Segundo representantes da categoria, o texto encaminhado ao Congresso Nacional para regulamentação de pontos da carreira não corresponde integralmente ao que foi pactuado nas negociações anteriores.
Entre as principais reivindicações está o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), mecanismo que permite progressão funcional com base em qualificações e experiências profissionais acumuladas ao longo da carreira. Os servidores também defendem redução da jornada para 30 horas semanais, revisão das progressões, reposicionamento de aposentados e realização de concursos públicos.
A pauta inclui ainda propostas relacionadas à governança universitária, como eleições diretas para reitor e maior participação dos técnicos em cargos de gestão.





