O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce aprovou, na primeira reunião de 2026, a destinação de R$ 314 milhões para iniciativas de reparação e desenvolvimento nas áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, há mais de uma década.
O colapso da estrutura, em 5 de novembro de 2015, deixou 19 mortos, destruiu o subdistrito de Bento Rodrigues e lançou milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Doce, atingindo dezenas de municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. O episódio é considerado o maior desastre ambiental da história do país.
Parte dos recursos aprovados será administrada pelo Ministério dos Povos Indígenas. O montante de R$ 14,58 milhões será aplicado na realização de consultas prévias, livres e informadas às comunidades indígenas afetadas, conforme determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, além de estudos técnicos sobre os impactos do desastre nos territórios tradicionais.
O Ministério de Minas e Energia ficará responsável por duas frentes de atuação. Uma delas, no valor de R$ 20,34 milhões, prevê ações voltadas à prevenção e ao combate à extração mineral irregular na região da bacia. A outra, com aporte de R$ 10,38 milhões, financiará a implantação de um escritório voltado à transformação digital e governança, além da criação de um painel de monitoramento de barragens.
Os investimentos integram o conjunto de medidas previstas no processo de reparação socioambiental e buscam fortalecer mecanismos de controle, transparência e proteção dos territórios atingidos.




