O início da Quaresma, nesta quarta-feira (18), foi marcado por um som que há séculos integra a paisagem de Mariana. Depois de passarem por uma intervenção técnica, os quatro sinos da torre esquerda da Catedral Basílica voltaram a tocar, encerrando um período de ajustes considerados urgentes pela administração paroquial.
A manutenção envolveu correções estruturais e mecânicas, como nivelamento, balanceamento e substituição de peças metálicas e de madeira comprometidas pelo desgaste. Também foram instalados dispositivos de segurança e confeccionado novo badalo para o sino menor. O serviço foi executado por equipe especializada em restauro de sinos históricos, sob coordenação técnica da Paróquia.
O processo exigiu tramitação formal junto aos órgãos de preservação. O projeto foi analisado e aprovado pelo IPHAN em Minas Gerais e, posteriormente, recebeu aval do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, que autorizou a aplicação de recursos por meio de convênio firmado entre a Prefeitura de Mariana e a Arquidiocese.
Os sinos da Catedral figuram entre os mais acionados da cidade e, diferentemente da estrutura do templo, não haviam sido contemplados na última grande restauração do edifício. A intervenção recente buscou prevenir riscos e assegurar condições adequadas de uso, tanto para os sineiros quanto para os fiéis.
Além da dimensão técnica, o retorno do toque tem significado simbólico. Em Mariana, onde o som dos sinos atravessa gerações, eles funcionam como marca do tempo litúrgico e como elemento de identidade cultural.




